Vinícola Araucária importa e planta mudas de uvas resistentes a doenças

Duas mil mudas de uvas da variedade Cabernet Sauvignon, resistentes a doenças ocasionadas por fungos, foram importadas da Itália pela Vinícola Araucária, de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. É a primeira importação comercial desse tipo de mudas realizada por uma vinícola brasileira. As plantas têm atestado fitossanitário internacional da União Europeia.


As mudas começaram a ser plantadas numa área de 1,5 hectare da própria Vinícola Araucária, que já cultiva outras variedades de uvas viníferas europeias em 5,5 hectares. O plantio das mudas resistentes a moléstias (não são transgênicas) teve início da última segunda-feira (6/11) e terminará nesta sexta-feira (10/11), sob a coordenação do engenheiro agrônomo Adolar Adur, um dos sócios da vinícola.


As plantas foram adquiridas da Vivai Cooperativi Rauscedo (VCR), de Udine, na Itália, especializada na multiplicação de mudas de videira da espécie vitis vinifera, ou seja, uvas para vinhos finos e uvas finas de mesa. A experimentação acontece no Instituto de Genômica Aplicada, vinculado à Universidade de Udine, da qual a VCR é a principal financiadora.


Depois de desembarcadas no porto de Rio Grande (RS), as 2 mil mudas de cabernet sauvignon passaram por um período de quarentena num viveiro do engenheiro agrônomo Charles Pontalti, de Farroupilha (RS), onde foram inspecionadas por técnicos do Ministério da Agricultura.


De acordo com o engenheiro ambiental Pedro Ricardo Gallina, também sócio da Vinícola Araucária, as uvas resistentes a moléstias diminuem o custo do cultivo, pois é mínima a aplicação de agrotóxicos, e não provocam danos ambientais (deriva, morte de abelhas) e agronômicos (compactação do solo, erosão) nem prejudicam a saúde dos trabalhadores (exposição aos produtos usados nos plantios convencionais).


As mudas importadas são plantadas em fileiras de covas de 20 centímetros de profundidade, com distância de 1 metro umas das outras. Cada cova é identificada por uma estaca de taquara. As fileiras, por sua vez, são organizadas a cada 2,70 metros, formando ruas entre elas para permitir a passagem de tratores no tempo da colheita. Quando essas plantas estiverem produzindo, o que deverá ocorrer a partir de 2019, a previsão de colheita nos primeiros anos é de 8 a 10 toneladas de uvas por safra.



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